quinta-feira, 16 de junho de 2011

Névoa...


Caminhei por horas durante esta tarde, até que noite me escondeu em meio a sua névoa. Havia um problema no qual não desejava falar com  ninguém. Peguei um táxi, onde por sua vez o motorista percebeu que existia um problema. Perguntou qual era, e mais uma vez tentei fugir daquela angustia que me afligia. Imaginava que não conversando com ninguém manteria aquilo apagado, morto e talvez assim o problema se resolvesse sozinho. Me sentia muito mal, por buscar de todas as formas fazer ele feliz. Não compreendia como era possível amar tanto alguém sem saber como se deve amar. Não tinha dúvidas que o amava. Amava muito e até achava que este era o problema. Muitas vezes amar demasiadamente o outro, terminamos nos esquecendo o os sufocando com nossos sentimentos que julgamos serem os melhores. Enquanto isso, a outra pessoa pede mais espaço, tempo e se afasta de você. Imaginei por segundos que ele não voltaria. Que me despediria dele e nunca mais o veria. Não iria conseguir viver assim. Então resolvi apreciar o que tenho. Não sufocar. Apenas amá-lo. Este táxi me leva ao encontro de meu eterno amante. 

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