sexta-feira, 29 de julho de 2011

Carta Suicida...


Morrer de amor. Desistir da vida. Suicidar-se. O ato extremo, de irreversível retirada do mundo. A viagem sem volta. Ou, talvez, a secreta esperança de que lá , do outro lado, a felicidade é possível. Apostar que o verdadeiro amor nunca morre. Por vezes, os suicidas deixam cartas, bilhetes. Derradeiro texto, escrita do eu, exposição da alma, truncada narrativa de um amor impossível. A intimidade se revela e o sentimento se expõe.Mas será que esta carta ou bilhete terá a sua finalidade cumprida? Ela (carta) pressupõe um destinatário, logo um leitor. Será que o destinatário ira perceber a intensidade daquelas palavras? O valor a que à elas foram confiadas? 

Hoje eu não queria escrever nada. Sabia? Fui forçada a tomar atitudes que não estavam em minha escolha diária. Decorrente disso escrevi uma carta suicida para mim. Para nós. Tudo porque há dias vinhamos escrevendo palavras que carregarão consigo o peso da ambiguidade e que também trouxe o peso da permanência, nos levando a cortes. Terminamos por escrever a presença da ausência de cada um em nossas vidas. Meio que uma vida que se encerrava. Registro aqui, sem saber se o destinatário irá ler e sentir a intensidade dessa carta "suicida", a aventura prazerosa que foi viver neste mundo. No nosso mundo. Mas que agora tudo volta a individualidade. Ouvi dizer que apenas em standy-by (espera). Tenho minhas dúvidas de que isso também pode ser suicídio, ao invés da esperança de tudo mudar. De que lá do outro lado a felicidade é possível. 

Mas...
é um estágio desconhecido!

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